A sinfonia adiada: o único Cristo
Christian Duquoc
Nossa época adora o consenso. Nossos contemporâneos, chocados com a inércia de Deus por ocasião das tragédias fatais do século XX, não esperam garantia divina para assegurar futuro sereno; consideram, em sua maioria, que a carta dos Direitos Humanos, assinada e ratificada pelas grandes democracias, afirmada pela emergência dos ideais de solidariedade e de fraternidade, assegurará acordo majoritário para as questões fundamentais do viver em coletividade. A violência já não terá vez, o interesse que se tem pela liberdade e pela tolerância banirá a tentação utópica de impor pela coação e pela força a felicidade futura. O que se quer é afastar aquilo que levou aos crimes perpetrados no século passado: a organização estatal de um futuro radiante.