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Ciberteologia
Revista de Teologia & Cultura

Edição nº 38 – Ano VIII – Abril/Maio/Junho 2012 – ISSN: 1809-2888

O cinema como fonte, expressão e troca de sensibilidade: uma palavra sobre o filme “À procura de Elly”

Manoela Monteiro

Um filme é uma vida! Um filme tem vida. É feito a partir de muitas vidas (o enredo), por muitas vidas (diretor, atores e equipe) e para muitas vidas (todos nós). Um filme nunca é apenas a impressão inicial que ele nos deixa. Como não o é qualquer momento de nossa vida. É preciso deixar que ele nos penetre e, pouco a pouco, vamos sendo “tomados” pelo que ele nos apresentou e revelou. Talvez não possamos dar-nos conta do quanto cada momento nos afeta. Mas creio, do fundo do coração, que é melhor que nos demos conta. E, escrevendo, dou-me conta de que já estou falando da trama do filme: não nos damos conta do número incalculável de desdobramentos (muitas vezes nefastos) que um gesto pode conter.