Acesso ao Portal Paulinas

Ciberteologia
Revista de Teologia & Cultura

Edição nº 40 – Ano VIII – Outubro/Novembro/Dezembro 2012 – ISSN: 1809-2888

O cinema como fonte, expressão e troca de sensibilidade: uma palavra sobre o filme Deus da carnificina

Por algumas horas, entre quatro paredes, a partir de quatro personagens, é traçado um quadro que expressa o ser humano em suas relações, e implicadas com os quatro cantos do mundo. O filme tem atores norte-americanos, é rodado na França, condição para poder ser dirigido pelo polonês Roman Polanski, tem árabes em seus bastidores (roteiro de Yasmina Reza – filha de iranianos –, produção de Saïd Ben Saïd – nascido na Tunísia) e ainda traz a África como pano de fundo em seu conteúdo. Ou seja, o filme implica situações que foram ou são vividas, direta ou indiretamente, pessoal e/ou socialmente, por cada um dos que nele trabalharam. E também nas discussões dos casais estão implicadas as lutas entre tribos de jovens, assim como as africanas ou mesmo as tidas como “civilizadas”, sejam elas europeias, americanas ou asiáticas. Observar as referências à arte (pintores como Bacon, Kokoschka e Foujita). O texto é ótimo, os atores estão excelentes e a ambientação é perfeita, até mesmo com os espelhos distribuídos decorativamente pela sala, o que nos permite ver todos os atores enquanto um deles é o centro da cena e da fala.