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Ciberteologia
Revista de Teologia & Cultura

Edição nº 53 – Ano XII – Outubro/Novembro/Dezembro 2016 – ISSN: 1809-2888

A exortação Amoris Laetitia: uma semente nova

João Décio Passos

As sementes podem ser velhas ou novas. Algumas carregam a capacidade de germinar porque são sadias, outras a perdem, na medida em que vão ficando velhas. A semente nova, se for sadia, tende a germinar melhor que as velhas e produzir mais frutos. A tradição da Igreja pretende ser uma semente bem preservada para germinar sempre, mas, como já foi dito, é, antes de tudo, uma semente sempre renovada. Na verdade, a melhor maneira de manter a semente sempre nova é semeá-la de novo. A semente que é semeada de novo vai reproduzindo e gerando a cada plantação novas sementes. Esse processo nos conta o segredo da vida que se renova sem cessar. As religiões antigas entendiam essa renovação como sagrada e celebravam rituais para preservá-la. A vida é, de fato, um constante dinamismo de renovação e de atualização. A transmissão da fé é semelhante a essa semeadura feita em cada tempo e lugar. A Exortação Amoris laetitia é essa semente nova da tradição da Igreja sobre a família. É uma semente bem selecionada pelo Papa Francisco que é filha de sementes anteriores, porém é nova: resultado da colheita que ele vem fazendo na Igreja, desde sua experiência como religioso jesuíta e bispo na América Latina. […]